Líder de quadrilha de carros de luxo vendeu automóvel para comprar casa

O suspeito de comandar o esquema de falsificação de documentos para a aquisição de veículos de luxo foi apresentado durante coletiva à imprensa, na manhã desta quinta-feira (24), na sede da Segurança de Segurança Pública, em Teresina. Roberto Albert Lima de Carvalho foi preso ontem no município de Aquiraz, no estado do Ceará, em uma casa de praia de alto padrão. Com ele, a Polícia Civil conseguiu localizar Marcelo Fernando de Sousa Monteiro, que também seria membro do suposto grupo criminoso e responsável pela falsificação de documentos, que possibilitava a compra de carros importados de maneira fraudulenta junto à concessionária.

Roberto Albert será ouvido pelo delegado Matheus Zanatta, que comanda a operação denominada de ‘Mercedes’. As investigações apontam que- para adquirir os carros- ele se apresentava com pelo menos quatro nomes e CPFs diferentes e usava até mesmo o nome de familiares para praticar o crime. O suspeito estava foragido desde quando foi deflagrada a operação no início do mês de setembro. Para se manter, o investigado teria vendido um carro avaliado em R$ 200 mil por 30 mil.

Durante as investigações a polícia descobriu que ele financiou carros com nome da esposa e com nome fictício do pai. Já apreendemos 13 carros que teriam sido comprados de forma fraudulenta e estamos em busca do 14º que estava com o Roberto. Ele teria vendido o veículo no Maranhão por R$ 30 mil para conseguir dinheiro e manter neste período em que estava foragido.

As pessoas encontradas com os veículos de luxo comprados por meio da fraude estão sendo investigadas. Entre estas estão o cantor de forró Leonardo Lima, conhecido como Léo Cachorrão, e um ex-PM lotado na Rone. No início da semana, o delegado declarou que dos 12 investigados, apenas três compraram o veículo de boa fé.

Segundo o secretário de Segurança, Fabio Abreu, o nome de Roberto ainda não está confirmado como verdadeiro, já que ele possuía seis CPFs ativos. O homem localizado com ele, em um restaurante da cidade, levantou suspeita ao tentar ocultar um computador e um pen drive que estava com ele.

A própria casa que os acusados estavam, de um padrão muito elevado, pode ter sido com documentos falsificados. No computador que estava com ele, havia falsificações de selos de cartórios e outros documentos para aquisição e aluguel de imóveis.

O secretário de segurança destacou que a Polícia Federal investigará de que forma possuía seis CPFs ativos e que tipo de falha pode ter ocorrido no sistema para permitir que isso acontecesse.

Em média cada veículo causava R$ 150 mil e o prejuízo dos 14 carros deve ter chegado a aproximadamente R$ 2 milhões.

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