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publicado em:30/04/18 3:17 PM por: Flagra by Dennis Rodrigues BlogsFlagra

A estudante Merlane Mikure Tuwinpo Tiriyó, 20 anos, cursa o primeiro semestre de Direito na faculdade Estácio de Macapá. Veio para a cidade com o objetivo de estudar e adquirir conhecimento para que um dia pudesse ajudar seus pais e seu povo.

De etnia Tiriyó, comunidade que fica localizada na faixa oeste do Parque Indígena do Tumucumaque (PIT), mudou-se para Macapá quando tinha seis anos de idade. Ela relata: “No dia que cheguei aqui, primeiro senti o cheiro da cidade (estranho), não é como o da aldeia, mas, aos poucos, fui me adaptando à língua e horários da cidade”.

Na escola sofreu preconceito nas series iniciais pelo fato de não dominar a língua portuguesa e ter os traços indígenas marcantes, porém, isso serviu como uma forma de incentivo para falar um pouco de si aos colegas. Encarou a situação como uma oportunidade para compartilhar sobre seu povo.

Destacou-se na escola elaborando projetos sobre a cultura indígena, língua e tradições do povo Tiriyó. Participava de feiras de ciência e tecnologia, onde teve contato com pessoas ligadas a grupos sociais. Porém, aos 14 anos, a estudante diz que “não podia ser delegada das conferências, pela idade. Não tinha ninguém que falasse pelos indígenas”.

Apesar do choque cultural, não perdeu os costumes e tradições dos Tiriyó. Ela ainda leva consigo a identidade de um povo guerreiro e luta pelas causas indígenas no Amapá. Afirma que “Não importa onde estiver, índio sempre será índio, seja nas condições de doutor ou deputado. Não podemos viver presos ao passado. Temos que evoluir como sociedade, sempre preservando a nossa cultura através das histórias, danças e rituais”.

Conheça mais sobre as comunidades indígenas do Amapá e do Norte do Pará pelo site: https://www.institutoiepe.org.br/



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