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publicado em:29/10/19 9:53 AM por: Michel Aguiar Entretenimento
Larissa Manoela, 18, afirmou utilizar fralda em seus shows
Foto: Reprodução/Instagram da Larissa Manoela

O uso de fraldas, por manter um ambiente úmido e fazer com que a pele fique em contato com o xixi, pode acarretar infecção urinária, segundo o urologista Flavio Trigo, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo. A atriz e cantora Larissa Manoela,18, disse que passou a usar fraldas em seus shows depois que fez xixi no palco.

“Foi uma loucura, gente. A gente fica cantando, bebe muita água e trabalha muito o diafragma, aí a bexiga vai aqui. Um certo dia, pressionei, o diafragma foi junto com a bexiga e o xixi não ficou. Foi um desespero! O que me salvou foi que eu estava com um vestido longo, ninguém viu”, afirmou no programa Altas Horas, no domingo (27).

Trigo afirma que a fralda é a última opção. “Primeiramente, do ponto de vista social é um desastre. Você tem que estar sempre preocupado se as pessoas estão sentindo cheiro de urina. A pessoa que perde urina acaba sendo isolada. Além disso, a urina é extremamente corrosiva”, explica.

Já na visão do urologista Carlo Passerotti, coordenador do Centro Especializado em Urologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, se o uso for por um período curto de tempo, evitando longos períodos de muita umidade, não há problema em utilizar a fralda.

Trigo afirma que utilizar fraldas ou segurar a urina traz mais risco de infecção urinária do que utilizar um banheiro público, além disso, é importante que as mulheres urinem sentadas, para relaxar completamente a musculatura. “Leve um protetor de assento ou um papel na bolsa, pois é melhor do que fazer xixi de pé ou segurar. Fazer xixi de pé também pode piorar os sintomas da bexiga hiperativa”, afirma.

A bexiga hiperativa é caracterizada por uma urgência maior que o normal para urinar. Uma pessoa adulta deve conseguir segurar a urina por pelo menos 3 horas, segundo o médico. Consumo de bebida alcoólica, líquido em excesso, cafeína e nervosismo podem aumentar a necessidade de urinar. Segundo Trigo, os sintomas que Larissa afirma ter se assemelham ao de bexiga hiperativa.

O tratamento é feito com fisioterapia focada em exercícios que fortalecem o assoalho pélvico e com medicamentos. Nos casos em que só isso não é suficiente se utiliza a toxina botulínica, a mesma do Botox, ou um marca passo para a bexiga.

A perda urinária pode ser por esforço em mulheres mais velhas, que tiveram filhos, ou em homens que fizeram cirurgia de próstata. Esse tipo de perda ocorre quando a pressão gerada pela contração dos músculos abdominais faz com que a válvula que segura a urina se abra.

Fonte: R7



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