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Mãe de atleta piripiriense aprende a jogar tênis de mesa para treinar com o filho em período de isolamento

É de Piripiri, cidade a 165km da capital Teresina, que vem uma história de amor e união em época do esporte parado por conta da pandemia do novo coronavírus. O mesatenista Theo Sousa ficou sem ter locais para treino após as atividades do clube onde atua serem suspensas como medida de proteção à Covid-19. Para não ter que ficar sem nenhum treinamento, a mãe de Theo, a professora Lylia Rachel, aprendeu com o próprio filho a praticar o tênis de mesa. Com o equipamento colocado no quintal de casa, mãe e filho passaram a treinar diariamente na última semana. Ele ensinou ela. E ela o ajuda a não ficar parado.

Theo começou a jogar aos 11 anos de idade. Participou de eventos da modalidade em São Luís, Fortaleza, Parnaíba, Teresina, São Paulo e Blumenau, em Santa Catarina. Gostou do tênis de mesa quando viu outros amigos competindo na cidade. Não sabia nem pegar na raquete direito… Agora, passou tudo o que sabe para a mãe e usa o tempo sem atividades para jogar com a mãe. “Não sei jogar ainda, ainda aprendendo. Adorei o tênis de mesa, me encontrei nesse esporte” – explicou Lylia Rachel.

Lylia Rachel e Theo

E a professora aprendeu em tempo recorde. “Era acostumado a ensinar o pessoal de Teresina com alguns fundamentos e os movimentos. Assim, ensinei minha mãe. Senti a sensação boa quando ela passou a treinar comigo. Acho que vem de sangue, ela pegou muito rápido o jeito de bater na bolinha” – se surpreendeu Theo, ao narrar a facilidade com que a mãe aprendeu.

A ideia partiu do filho atleta. Na última quarta-feira, à tarde, começaram os incentivos. Depois de tantos pedidos, dona Lylia aceitou. À noite, a dupla iniciou os primeiros treinos. E desde então, todos os dias, a partir das 18h, mãe e filho praticam juntos o tênis de mesa.

Com as suspensões dos eventos de tênis de mesa e com os treinos no clube sem prazo para retorno, Theo acredita que possa voltar a competir no segundo semestre de 2020. O próximo torneio seria agora no mês de abril, em São Paulo, adiado por contra da pandemia da Covid-19. Quando a vida voltar ao normal, o garoto – com certeza – vai ganhar uma parceria para formar dupla.

Agora quero ficar profissional. Acompanho o meu filho há muito tempo, agora por que não participar das competições e ganhar medalhas? – prometeu a mãe do atleta.

Fonte: G1

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