Cinco Mulheres por Um Fio agrada plateia no Teatro João Cláudio Moreno

Fotografar é algo que gosto muito. Se a cobertura é de arte, principalmente música e teatro, acho o máximo! Poder me deslocar durante o espetáculo, vê-lo de vários ângulos e, além de assisti-lo, me divertir, ao tempo em que observo a performance do artista e a reação do público, não tem preço.

Nessa sexta-feira, 13, assistir ao espetáculo da atriz Solange Couto, “Cinco mulheres por um fio”, no Teatro João Cláudio Moreno, em Piripiri, foi mais uma oportunidade.

A peça chega a Piripiri no projeto “Circulando Teatro”, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Piauí. Mas confesso, não esperava muito. Solange Couto entretanto é surpreendente ao interpretar a comédia escrita por Regiana Antonini e por ela mesma.

No monólogo, a atriz vivencia cinco mulheres que são atendidas ao telefone pela psicóloga e sexóloga Marta.

Em uma hora, a atriz consegue segurar a atenção da plateia, sempre interagindo e trazendo para o texto situações e lugares que remetem ao contexto da cidade onde se apresenta.

As personagens falam sobre medos e anseios femininos. Todas elas buscando curar o mal da solidão.

Solange interpreta todos os papéis encarnados com maestria, com vozes, entonações e gestos diferentes para cada um.

Experiência ela tem de sobra. Iniciou a carreira como umas das mulatas de Oswaldo Sargentelli na década de 1970, o que lhe ajudou a estrear como atriz na novela Os Imigrantes (1981), na Bandeirantes. Depois vieram Sinhá Moça (1986), na Globo, e Kananga do Japão (1989), na Manchete. A consagração na televisão veio quando interpretou a personagem Dona Jura, em O Clone, cujo bordão “não é brinquedo, não!” .

Muito bom! Valeu muito, Solange Couto!

Hélcio Ferreira

 

Redação do site

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