Mais de 40 fugitivos da penitenciária de Esperantina continuam foragidos

Governador diz que rebeliões são planejadas por organizações criminosas

A Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus) divulgou o número de presos que foram recapturados após duas fugas na Penitenciária Regional Luiz Gonzaga Rebelo, em Esperantina. Até o momento 41 presos foram recapturados. 44 continuam foragidos.

A primeira fuga ocorreu no dia 6 de outubro, após rebelião, 75 detentos conseguiram fugir. Já no domingo (8), mais 10 presos fugiram do pavilhão C da penitenciária.

Mais de 70 integrantes das forças de segurança foram enviados para Esperantina para proteger a população da região. São 22 homens do Comando de Policiamento Especializado; 10 homens da Tropa de Choque de Teresina; 10 da Força Tática de Esperantina; 6 do Batalhão Tático Aéreo de Polícia Militar; 6 do Comando de Policiamento do Litoral Meio Norte; e cerca de 20 guarnecendo o presídio do município.

Para rondas ostensivas na cidade e região, também foram destinadas quatra viaturas do Comando de Policiamento Especializado; duas do Batalhão Tático Aéreo de Polícia Militar; duas da Força Tática de Piripiri; uma da Força Tática de Esperantina; e uma do Comando de Policiamento do Litoral Meio Norte.

Após a chegada das forças de segurança, a Secretaria Municipal de Educação comunicou o retorno das aulas normalmente a partir desta terça-feira (10).

Governador

O governador Wellington Dias admitiu nesta terça-feira (10) que as rebeliões ocorridas no Piauí não são fatos isolados. Segundo ele, as investigações realizadas mostram uma atuação organizada no comando dos atos criminosos. Ele citou as rebeliões em Parnaíba,  na Major César, na Casa de Custódia, e em seguida em Esperantina.

“A partir das investigações que fizemos ficou demonstrado que existe algo mais organizado e que precisa ser tratado com a presença federal”, afirma o governador.

Além das cidades citadas pelo governador, o Piauí também registrou violenta rebelião em Vereda Grande, no município de Floriano. Para o petista, a forças federais são necessárias devido à atuação de quadrilhas nacionais.

“Inclui quadrilhas nacionais, inclui crimes que são tipicamente federais como a área do narcotráfico e, por essa razão, a ação conjunta do Estado com o governo federal vai dar um resultado com mais agilidade”, declarou, admitindo a ação de grupos organizados no Piauí.

Questionado sobre a possibilidade de agentes penitenciários estarem envolvidos nas rebeliões, Wellington Dias declarou que confia na categoria, mas que investigações estão sendo feitas.

Além da Força Nacional, o Estado irá receber o auxílio da PF nas investigações de combate ao crime organizado.

Redação do site

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *