Polícias Federal e Militar realizam reintegração de posse de terra em Piripiri

Na manhã dessa quinta-feira, 19, homens da Polícia Militar, Polícia Federal e da Secretaria Nacional de Patrimônio da União, procederam à ação de reintegração de posse solicitada pela Prefeitura de Piripiri, de terreno conhecido como Invasão do Campo das Palmas. A área foi concedida ao município pela União, proprietária do local. Várias casas e barracos construídos por populares foram removidos, alguns debaixo de protesto dos posseiros. Várias famílias habitam na invasão desde 2015.

De acordo com presidente da FAMCC, Neide Carvalho, a área já possui um projeto urbanístico, onde estão planejadas novas casas, áreas comerciais, equipamentos comunitários e escola. “Acontece que dentro dessa área há muita venda de ilusão. Há, de fato, famílias necessitadas, sem teto, famílias que moravam de aluguel e que moram hoje em situação degradante, humilhante. Não há água, não há energia elétrica, sem nenhuma urbanização”, disse. A presidente contou, no entanto, que há outras famílias que estão no local, mas que não edificaram e não moram.

Neide explicou que a FAMCC, por participar do GTE, grupo de trabalho formado por Caixa, movimentos sociais, entre outras entidades, foi chamada para evitar violência, despejo ou desrespeito às pessoas. “Quando a Prefeitura tem uma liminar de reintegração de posse, tem que cumprir, então automaticamente as famílias seriam despejadas da área. Nós chegamos a um acordo para garantir que as famílias que estão morando, permaneçam paliativamente. Para isso o poder público municipal fará um levantamento e um cadastro delas. Dentro desse cadastramento, sentaremos Prefeitura e o grupo de trabalho para darmos uma solução para estas famílias”, disse Neide Carvalho.

Segundo a presidente, há famílias morando na área desde 2015. Há outras que chegaram ano passado, mas estão morando. “O que estamos fazendo aqui é intermediando. Não vamos dar terrenos. Mas o que a gente quer é o mínimo de diálogo”, encerrou.

Alguns barracos e casas foram retirados debaixo de protesto dos moradores.

De acordo a Polícia Militar, o material aproveitável da demolição foi levado para a Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (SETAS).

Da Redação do Portal Sem Fronteiras

Foto; Rivelino Elson

 

Redação do site

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