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publicado em:9/05/18 5:16 PM por: Redação do site BlogsGeral

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou na terça-feira (8), que o Piauí notificou 15 casos de Influenza H1N1, sendo que um evoluiu para óbito. No entanto, a Fundação Municipal de Saúde de Teresina divulgou “32 casos de gripe H1N1 em Teresina, dos quais 17 foram de síndrome gripal (sem complicações) e 15 de síndrome respiratória aguda grave, que exigiu internação dos pacientes”.

Por que essa diferença nos dados? O diretor da Unida de Vigilância e Atenção à Saúde (Duvas), Herlon Guimarães, explica que o Ministério da Saúde disponibiliza dois sistemas para alimentação de dados: o Sinan Influenza Web e Sivep-Gripe. “No primeiro, são coletadas as informações da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que é de notificação obrigatória, já que são casos que requerem maior atenção por conta do risco de morte. É esse o sistema utilizado pelo Ministério para monitorar os casos. O Sivep-Gripe identifica os casos de síndromes gripais, que são menos graves e mais recorrentes”, descreve.

“Por sua gravidade, a orientação do Ministério da Saúde é que seja feita a vigilância universal de SRAG, monitorando os casos hospitalizados e óbitos, com o objetivo de identificar o comportamento da influenza no país para orientar na tomada de decisão em situações que requeiram novos posicionamentos do Ministério da Saúde e Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais”, acrescenta Guimarães.

O paciente com quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave deve ser imediatamente tratado, inclusive com internação e adotados os protocolos definidos. Um deles é a identificação de qual tipo de vírus foi acometido, se H1N1, adenovírus, metapneumovírus, parainfluenza, entre outros. A amostra do material é encaminhada para o Laboratório Central (Lacen/PI), que fornece o resultado em até cinco dias.

Esses quadros de SARG podem levar a óbito. No Piauí, em 2018, foram notificados 12 óbitos, sendo que um deles foi por Influenza H1N1 de um paciente com co-morbidade: cardíaco e pressão alta. “Particularmente, as pessoas mais vulneráveis, que são as crianças pequenas; idosos com mais de 60 anos; gestantes; puérperas e pessoas com co-morbidade, que tenham outras doenças: diabetes, doenças do pulmão, do coração, infecção pelo HIV, câncer. Esses grupos podem ter maior probabilidade de morrer porque são pessoas que têm chance maior de ter uma doença mais séria que os demais”, explica o médico infectologista Carlos Henrique Costa.

Daí a priorização do grupo da cobertura vacinal:
• indivíduos com 60 anos ou mais de idade;
• crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias);
• gestantes e puérperas;
• trabalhadores da saúde;
• povos indígenas;
• grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
• professores das escolas públicas e privadas;
• adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
• população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

Autoria: Graciene Nazareno


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