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Piauí já supera este ano número de transplantes de rins realizados em 2020

O estado do Piauí ultrapassou o número de transplantes de rins realizados no ano passado. De janeiro a junho deste foram contabilizados 18 transplantes de rins, em 2020 o estado realizou 15 cirurgias.

Central de Transplantes

As cirurgias de transplantes de córneas também estão avançando, só no primeiro semestre foram 88 procedimentos. No ano passado 106 transplantes concretizaram-se. “Infelizmente de março a outubro do ano passado precisamos ficar parados devido à pandemia, pois é necessário condições sanitárias adequadas para a realização dos procedimentos e isso prejudicou demais nossos pacientes. Felizmente este ano nossos números estão obtendo um crescimento, explica a coordenado da Central Estadual de Transplantes, Lourdes Veras.

Também está sendo preparada a retomada dos transplantes intervivos, que precisaram ser interrompidos devido ao estado pandêmico. O procedimento é realizado na Rede Estadual de Saúde, pelo Hospital Getúlio Vargas.

“Todas as cirurgias até o momento foram de doadores falecidos, mas temos a perspectiva de reiniciar o transplante intervivos no mês de agosto, no HGV, já que é uma cirurgia eletiva e precisaram ser paralisadas, porém o estado está retornando esses serviços”, disse Lourdes Veras.

Segundo a Coordenadora da Central de Transplantes do Piauí, pacientes com Covid-19 não estão habilitados para receber ou realizar a doação de órgãos. “Todos os doadores e receptores são submetidos aos exames de RT/PCR, para que tenhamos segurança da não transmissibilidade dessa doença durante estes procedimentos. Aqueles contaminados com o vírus não podem receber ou realizar doação”, lembra.

No Piauí estão na fila de espera por um transplante de córnea 430 pessoas e a aguardando um rim encontram-se 135 pacientes. A coordenadora destaca a importância da vacinação dos pacientes renais, que foram inclusos pela Secretaria de Estado da Saúde como prioridade na vacinação do estado, para a diminuição da incidência de Covid-19 nesse grupo, que é mais vulnerável a contrair a doença e consequentemente ficar impedido de receber um órgão, caso encontre um doador compatível.

“A vacinação foi extremamente importante para a sociedade como um todo e para os nossos pacientes renais, que fazem tratamento de hemodiálise foi essencial. Após a vacinação tivemos uma queda muito grande de casos da doença nesse público”, destaca Lourdes Veras.
No Brasil, de acordo com a legislação vigente, para ser doador de órgãos é preciso conversar com sua família e manifestar o seu desejo em doar órgãos. Isso porque, de acordo com a legislação, a doação só pode ser realizada depois que a família do doador autoriza o procedimento. “Por isso é importante que se converse com a família e explique o seu interesse em ser doador de órgãos, pois só com o consentimento familiar, que a doação pode ser concretizada”, explica à coordenadora.

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