O Piauí consolidou, nos últimos anos, uma das políticas mais consistentes de combate à circulação ilegal de armas no Nordeste. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP‑PI) mostram que, entre 2023 e 2025, 6.052 armas de fogo foram retiradas das ruas, resultado de operações contínuas e integradas das forças policiais.
A curva de apreensões revela estabilidade e eficiência. Em 2022, o estado registrou 1.931 armas apreendidas. Em 2023, o número subiu para 2.081, mantendo-se elevado em 2024, com 1.994 apreensões. Já em 2025, o volume analisado até o momento aponta 1.977 armas retiradas de circulação, consolidando uma média anual próxima de 2 mil apreensões.
Segundo o gerente de análise estatística da SSP‑PI, delegado João Marcelo Brasileiro, o impacto desse trabalho é direto na preservação de vidas. Ele explica que a arma de fogo é o principal instrumento utilizado em homicídios no estado, e que a retirada desses armamentos reduz significativamente a letalidade. “À medida que a gente tira a arma de circulação, ocorre menos homicídio”, afirma.
Os resultados já aparecem de forma expressiva. Em novembro de 2025, Teresina registrou queda de 73% nos homicídios, com apenas oito assassinatos — o menor número para o mês em duas décadas. No mesmo período de 2024, haviam sido contabilizados 30 homicídios. No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o estado registrou 203 mortes violentas, redução de 15% em relação ao ano anterior.
A SSP atribui o desempenho ao trabalho conjunto entre Polícia Militar, Polícia Civil e demais forças de segurança, que intensificaram ações de inteligência, operações preventivas e enfrentamento direto ao crime organizado. A combinação de apreensão de armas, monitoramento territorial e integração operacional tem sido apontada como o principal vetor da queda nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI).
Com a continuidade das ações e a manutenção da política de desarmamento, o Piauí projeta encerrar 2025 com um dos menores índices de violência letal dos últimos anos, reforçando o papel da estratégia como referência regional no combate à criminalidade.
Comentários: