O Ministério Público do Piauí aprofunda a investigação contra um ex-vereador de Piripiri suspeito de exigir que servidores comissionados repassassem parte dos salários recebidos pelo poder público. A apuração também inclui possíveis casos de desvio de função e utilização da estrutura administrativa para atender interesses particulares.
O nome do ex-parlamentar não foi divulgado na portaria que formaliza o procedimento. No documento, ele aparece apenas como pessoa identificada internamente, sem detalhamento público de sua qualificação.
A investigação teve início a partir de uma notícia de fato aberta em 2025, que buscava esclarecer suspeitas de improbidade administrativa atribuídas ao então vereador. Como as diligências preliminares não foram suficientes para elucidar todas as acusações, o Ministério Público decidiu converter o procedimento em investigação preparatória, ampliando o escopo das apurações [Página atual](citation-section://410888272/7).
Entre as suspeitas, está a cobrança de parte das remunerações de servidores comissionados — prática que, se confirmada, pode caracterizar enriquecimento ilícito e causar prejuízo ao patrimônio público. Embora semelhante ao esquema conhecido popularmente como “rachadinha”, a portaria não utiliza esse termo nem informa valores, número de servidores envolvidos ou período em que o suposto esquema teria ocorrido.
A Promotoria também investiga possíveis desvios de função, já que servidores nomeados para determinados cargos podem ter sido direcionados a atividades diferentes das previstas oficialmente. Outro ponto em análise é o uso da estrutura pública — bens, serviços ou pessoal — para atender demandas particulares, sem detalhamento dos beneficiários ou dos recursos empregados.
O Ministério Público considera que os fatos podem configurar enriquecimento ilícito, desvio de finalidade e violação aos princípios da administração pública. As suspeitas ainda dependem de confirmação por meio da coleta de documentos, depoimentos e outras diligências. O procedimento tramita de forma eletrônica e já foi comunicado ao Conselho Superior da instituição e ao setor especializado no combate à corrupção e defesa do patrimônio público.
Após o cumprimento das diligências, o ex-vereador deverá ser convocado para prestar depoimento. Somente depois dessa etapa o Ministério Público decidirá se há elementos para instaurar um inquérito civil, propor medidas judiciais ou encerrar a apuração. A abertura do procedimento não representa condenação e, até o momento, o documento publicado apresenta apenas suspeitas que serão investigadas pela Promotoria de Justiça de Piripiri.
Fonte/Créditos: Com informações de Lupa 1

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