Operação Carbono Oculto investiga fraude em postos de combustíveis
O Instituto de Metrologia do Estado do Piauí (Imepi) encaminhou para perícia 46 placas eletrônicas e 47 dispositivos conhecidos como pulsers, apreendidos durante a Operação Carbono Oculto 86, realizada no início de novembro. Os equipamentos, encontrados em postos de combustíveis do estado, apresentaram comportamento suspeito durante os testes e podem ter sido usados para enganar consumidores no abastecimento.
Segundo o diretor-geral do Imepi, Júnior Macedo, os mecanismos adulterados faziam com que os clientes recebessem menos litros de combustível do que o indicado nos painéis das bombas — prática conhecida como “bomba baixa”. “A grande maioria dos postos envolvidos já era reincidente em fraudes contra os consumidores. Além da bomba baixa, verificamos indícios de placas adulteradas para manipular a medição do combustível”, explicou.
Os materiais foram catalogados e enviados para análise no laboratório credenciado do Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro), vinculado ao Inmetro, na Bahia.
A operação também revelou que, em 49 postos de combustíveis do Piauí, Maranhão e Tocantins, havia movimentações financeiras ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC), com valores que ultrapassam R$ 5 bilhões em todo o país, sendo R$ 300 milhões em empresas sediadas no Piauí.
Consumidores que suspeitarem de irregularidades podem denunciar por meio do aplicativo Fala Consumidor ou pelo WhatsApp da ouvidoria do Imepi: (86) 99456-1921.
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