O presidente da Associação de Empreendedores e Empresários de Cajueiro da Praia, Danilo Fiuza, divulgou nesta semana uma carta aberta em defesa da imagem de Barra Grande, destino turístico consolidado no litoral do Piauí.
No documento, Fiuza reconhece a legitimidade da crítica, mas alerta para os riscos de discursos públicos feitos de forma indiscriminada, especialmente nas redes sociais. Segundo ele, esse tipo de exposição pode comprometer a reputação da região, afastar investidores e enfraquecer a economia local.
A carta utiliza metáforas para reforçar a ideia de que Barra Grande não é apenas um ponto geográfico, mas um ecossistema de expectativas, trabalho e oportunidades. O presidente da associação destaca que críticas estruturais devem ser feitas com firmeza técnica e institucional, cobrando ações de autoridades nos espaços adequados. Já no debate público, o apelo é para que moradores e empreendedores atuem como embaixadores da região, valorizando suas qualidades e potencialidades.
Fiuza também ressalta o esforço diário de empresários locais, que enfrentam desafios fiscais e estruturais para manter suas atividades. Para ele, a desvalorização pública do destino impacta diretamente quem aposta em Barra Grande como fonte de renda e identidade.
O texto conclui com um chamado à responsabilidade coletiva: fortalecer o destino por meio da cobrança junto ao poder público, sem comprometer a imagem que sustenta a economia e o modo de vida da comunidade.
Veja a carta na íntegra!
Carta aberta
Há um pensamento que atravessa gerações e nos ensina: “O que se constrói com o suor, protege-se com o silêncio e celebra-se com o sorriso.” No teatro da vida pública, a fachada de uma casa deve ser sempre o seu melhor cartão de visitas; os reparos necessários, os ajustes da estrutura e as falhas no alicerce, discutimos com os mestres-de-obras, nos bastidores, longe dos olhos de quem passa à nossa porta.
Barra Grande não é apenas um cenário geográfico; é um ecossistema de esperanças. Quando lançamos aos ventos digitais críticas severas sobre sua estrutura, não estamos apenas exercendo um direito de fala, estamos, por vezes, erguendo muros onde deveríamos abrir trilhas.
Na perfeição das abelhas, cada operária entende que o brilho da colmeia é o que garante a doçura do mel de todas. Não há espaço para o ruído que destrói; há espaço para o trabalho que constrói. Se uma única brecha se abre no enxame, é a proteção de todos que fica vulnerável. Por isso, nossa energia deve ser canalizada para um objetivo comum: fortalecer o nosso destino.
“Não se deve quebrar o espelho porque a imagem não nos agrada”, já dizia o ditado. Ao ferir a imagem do nosso destino publicamente:
Afugentamos o entusiasmo de quem deseja investir e gerar novos postos de trabalho. Silenciamos a beleza que atrai o olhar do mundo e mantém a roda da nossa economia girando. Desvalorizamos o esforço hercúleo de quem, entre impostos e obrigações, insiste em empreender e acreditar nesta terra.
A crítica necessária tem endereço certo: as instâncias da autoridade. Onde há o dever de agir, deve haver a nossa cobrança firme e técnica. Contudo, nas redes, nas praças e nas conversas ao sol, sejamos os primeiros embaixadores da nossa região.
Diz o ditado que “nenhum pássaro suja o ninho onde pretende dormir”. Barra Grande é o nosso ninho, nossa fonte e nosso chão. Que a nossa voz nas redes seja o convite para o encanto, e que a nossa força nos gabinetes seja a garantia da mudança. Sejamos guardiões, e não carrascos, do nosso próprio destino.
Danilo Fiuza
Presidente da Associação de Empreendedores e Empresários de Cajueiro da Praia.
Comentários: