A ferrovia Transnordestina deu mais um passo decisivo rumo à conclusão de suas obras com a chegada de 33,9 mil toneladas de trilhos pelo Porto do Pecém (CE). O carregamento, vindo da China, será fundamental para avançar na montagem da linha férrea que conecta o interior do Nordeste aos principais portos da região.
Atualmente, o trecho no Ceará já alcançou 80% de execução, enquanto no Piauí a infraestrutura entre Eliseu Martins e São Miguel do Fidalgo está em fase de implantação. Segundo o governador Rafael Fonteles, parte da malha já opera em testes, transportando grãos para abastecer a bacia leiteira e granjas do sertão central cearense.
Estrutura da ferrovia
- Fase 1: Porto do Pecém (CE) → São Miguel do Fidalgo (PI), passando por Salgueiro (PE), com cerca de 1.040 km.
- Fase 2: Paes Landim → Eliseu Martins (PI), 166 km.
- Fase 3: Salgueiro (PE) → Porto de Suape (PE), 547 km.
O novo lote de trilhos, composto por 23.585 barras de 24 metros cada, permitirá construir aproximadamente 283 km de linha férrea. Somado ao estoque já existente em Salgueiro (PE), o projeto passa a contar com material suficiente para concluir toda a montagem prevista.

Impacto para o Piauí
A Transnordestina é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola e mineral do estado. Grãos, calcário, gipsita e outros insumos terão acesso facilitado a corredores de exportação, reduzindo custos logísticos e ampliando a competitividade da produção local.
Além disso, a ferrovia deve estimular a instalação de indústrias e centros de distribuição ao longo de sua rota, gerando empregos e fortalecendo a integração econômica entre os estados nordestinos.
Perspectiva
Com operações iniciais já em andamento desde dezembro de 2025, transportando milho, sorgo e calcário agrícola, a expectativa é que, quando concluída, a Transnordestina se consolide como um dos principais corredores ferroviários do Nordeste, conectando áreas produtivas do interior aos portos e impulsionando o desenvolvimento regional.