Entre os dias 24 e 26 de março de 2026, as comunidades indígenas de Piripiri, no Piauí, receberam representantes de diversas instituições públicas e acadêmicas: Ministério Público Federal (MPF), FUNAI (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar), Universidade Federal do Piauí (UFPI), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a equipe da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), que atua na região.

O objetivo da visita foi promover a escuta das comunidades, coletando informações sobre a situação atual dos povos indígenas no município. Esses dados servirão de base para a elaboração de um relatório circunstanciado, produzido por peritos do MPF, a ser encaminhado à sede do órgão em Brasília. O documento abordará questões relacionadas ao território tradicional e às preocupações das populações indígenas diante do avanço de projetos ligados ao agronegócio e à mineração.
A rápida expansão desses setores na região tem gerado preocupação crescente entre os povos indígenas, que veem nesse movimento uma ameaça concreta à integridade de seus territórios e à efetivação de seus direitos exclusivos. Além da possibilidade de ataques às áreas tradicionais, as comunidades destacam riscos à sua segurança física, cultural e social.

As reuniões ocorreram em diferentes locais: na sede do município, no Assentamento Nossa Senhora dos Remédios, na comunidade Tabajara Ypy, na aldeia Canto da Várzea e na aldeia Oiticica, dos Tabajaras Alongás.
O encontro reforça a importância da articulação institucional e da escuta ativa para garantir a proteção dos povos indígenas diante das pressões econômicas e territoriais que avançam sobre o interior do Piauí.