A Defensoria Pública do Estado do Piauí promoveu neste sábado (1º) o Dia D da campanha Meu Pai Tem Nome, iniciativa nacional voltada à garantia do reconhecimento de paternidade e maternidade. A mobilização reúne atendimentos gratuitos, exames de DNA, mediação de conflitos familiares e orientação jurídica em diversas cidades piauienses.
Nesta edição, considerada a maior já realizada pela instituição no estado em número de municípios participantes, a campanha acontece entre os dias 30 de julho e 7 de agosto, alcançando 13 cidades. O objetivo é facilitar o acesso da população aos serviços relacionados ao reconhecimento da filiação e fortalecer direitos ligados à identidade civil e aos vínculos familiares.
A programação foi iniciada em Jaicós, na última quinta-feira (30), e seguiu por municípios como Buriti dos Lopes, Corrente, Floriano, Luís Correia, Oeiras, Paulistana, São Raimundo Nonato e Uruçuí. Em Teresina, o atendimento ocorreu na sede da Defensoria neste sábado, enquanto o encerramento está previsto para o dia 7 de agosto, em Parnaíba, Piripiri e Valença do Piauí.
Além do reconhecimento voluntário de paternidade e maternidade, a campanha disponibiliza exames de DNA sem custos, sessões de conciliação e mediação, bem como orientações sobre pensão alimentícia, guarda de filhos, regulamentação da convivência familiar e outros temas relacionados ao Direito de Família.
De acordo com a Defensoria Pública, mesmo após o Dia D, os atendimentos continuarão ao longo de agosto, permitindo que pessoas interessadas procurem a instituição para regularizar situações envolvendo filiação e demais demandas familiares.
A campanha também tem servido para aproximar famílias e garantir segurança jurídica a crianças e adolescentes. Muitos participantes destacaram a importância da iniciativa, especialmente pela oferta gratuita do exame de DNA, que possibilita a confirmação da paternidade e a inclusão do nome do pai no registro civil, assegurando direitos e fortalecendo os laços familiares.
Os números reforçam a relevância da ação. Levantamento da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) aponta que, entre 2016 e o início de julho de 2026, 26.926 crianças foram registradas no Piauí apenas com o nome da mãe. Somente neste ano, até o começo de julho, foram contabilizados 1.215 registros sem reconhecimento paterno, resultado que representa uma redução de cerca de 15,8% em relação ao mesmo período de 2025, mas que ainda evidencia a necessidade de iniciativas voltadas à garantia do direito à filiação.
Fonte/Créditos: Redação
Créditos (Imagem de capa): Foto: Defensoria Pública PI

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