O avanço dos crimes digitais no Brasil tem acendido um alerta entre autoridades de segurança e justiça. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 mostram que, enquanto os roubos convencionais caíram 15,2% em 2024, os crimes de estelionato cresceram 7,8%, somando mais de 2,1 milhões de casos. A situação se torna ainda mais crítica quando se observam os golpes aplicados via internet, que aumentaram 17% no mesmo período.
Diante desse cenário, o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) está intensificando o combate aos crimes cibernéticos por meio do projeto Alerta Digital, coordenado pelo Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep) em parceria com o Procon/MPPI e a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí (SSP-PI).
Criminalidade digital ultrapassa fronteiras e desafia investigações
A promotora de Justiça Fabrícia Barbosa de Oliveira, coordenadora do Gacep, destaca que o crescimento dos golpes digitais exige investigação mais tecnológica e integrada. “A criminalidade online rompe barreiras geográficas e desafia os métodos tradicionais de apuração. É necessário fortalecer a inteligência policial e investir em equipamentos modernos para investigar esse novo perfil criminoso”, defende.
Ela lembra que, com a Lei nº 13.964/2019, a maioria dos casos de estelionato depende de representação formal da vítima, o que reforça a necessidade de incentivar o registro de boletins de ocorrência e denúncias — etapas fundamentais para o sucesso das investigações.
Alerta Digital: prevenção, análise e resposta a fraudes online
O Alerta Digital atua em várias frentes: monitoramento de fraudes eletrônicas, envio de alertas preventivos à população e apoio às forças de segurança na análise e resposta a esse tipo de crime. A iniciativa busca ampliar a proteção dos consumidores e promover respostas rápidas, coordenadas e eficazes contra o estelionato digital.
“A transformação digital trouxe inúmeros avanços, mas também desafios. O Alerta Digital é uma resposta estratégica do MPPI para proteger os cidadãos e modernizar o combate à criminalidade virtual”, afirma a promotora.
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