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Terça-feira, 21 de Abril de 2026
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Juíza determina liberação de mulher acusada de envenenar irmãos após laudo pericial excluir veneno

Lucélia Maria da Conceição, presa desde agosto de 2024, é solta após exame dos cajus apontar ausência de toxinas. Defesa alega provas fracas e sustenta sua inocência.

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Juíza determina liberação de mulher acusada de envenenar irmãos após laudo pericial excluir veneno
Foto: PC-PI
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A juíza Maria do Perpétuo Socorro Ivani Vasconcelos, da 1ª Vara Criminal de Parnaíba, determinou a soltura de Lucélia Maria da Conceição, de 52 anos, que estava presa sob suspeita de envenenar os irmãos Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos, e João Miguel da Silva, de 7 anos. A decisão foi confirmada pelo advogado de defesa, Sammai Cavalcante, e ocorreu por volta das 8h desta segunda-feira (13).

Lucélia estava detida na Penitenciária Feminina de Teresina. A liberação foi possível após o Ministério Público apresentar um pedido de soltura, baseado no laudo pericial que apontou a ausência de veneno nos cajus que ela teria dado aos meninos. Inicialmente, exames feitos pelo Instituto Criminalística indicaram a presença de terbufós, uma substância tóxica usada como praga agrícola, nos corpos das crianças. Contudo, a análise dos cajus, realizada cinco meses após as mortes, não detectou qualquer substância venenosa.

Em sua defesa, o advogado Sammai Cavalcante reiterou que sempre sustentou a inocência de Lucélia, destacando que o inquérito era baseado em informações superficiais e em provas circunstanciais. "Desde o começo, defendemos a negativa de autoria. O laudo definitivo deixa claro que os cajus não estavam envenenados, e Lucélia foi presa com base em evidências frágeis e especulativas", afirmou o advogado.

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Lucélia estava presa desde 23 de agosto de 2024, e o laudo dos cajus foi divulgado na última quinta-feira (9). O advogado também relatou que a mulher está profundamente abalada emocionalmente e assustada, especialmente após o incêndio em sua residência. A audiência de instrução e julgamento estava prevista para o próximo dia 23 de janeiro.

Cavalcante ainda destacou que Lucélia nunca teve qualquer vínculo com a mãe das crianças, Francisca Maria, que também faleceu recentemente, vítima de envenenamento, juntamente com dois filhos e um irmão. A Secretaria Estadual de Justiça informou que ainda não recebeu oficialmente a decisão da juíza.

 

FONTE/CRÉDITOS: Redação do Portal Sem Fronteiras
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