Piripiri (PI), maio de 2026 | O Hospital Regional Chagas Rodrigues (HRCR), em Piripiri, realizou duas cirurgias inéditas na área da ortopedia, marcando um importante avanço no tratamento de casos complexos e na ampliação da oferta de técnicas modernas e minimamente invasivas para a população da região dos Cocais.
Os procedimentos envolveram uma fratura transtrocantérica de fêmur esquerdo, comum em idosos, e uma fratura de escafóide direito, um dos ossos do punho. Ambos os pacientes tiveram alta precoce, cerca de 24 horas após as cirurgias.
Há quase um ano, o HRCR, gerido pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), com apoio da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), vem ampliando a oferta de procedimentos especializados e fortalecendo a assistência de média e alta complexidade na região, reduzindo o tempo de recuperação dos pacientes e garantindo um atendimento cada vez mais eficiente e humanizado.
“Estamos em constante aprimoramento, adquirindo equipamentos médicos que potencializam a realização das cirurgias”, pontua Edilto Franco, diretor-geral do HRCR. “Atualmente, o hospital conta com três salas cirúrgicas, contribuindo para o aumento da capacidade de atendimento e para a realização de procedimentos cada vez mais modernos e resolutivos”, complementa.
O sucesso das cirurgias também representa o fortalecimento da assistência ortopédica na região, com mais qualidade e resolutividade, segundo avalia Hersilane Castro, coordenadora do Centro Cirúrgico, e na ampliação do acesso a técnicas modernas e seguras para a população do Território dos Cocais.
Cirurgias menos invasivas e de rápida recuperação
No primeiro caso, uma paciente de 63 anos sofreu uma fratura transtrocantérica de fêmur esquerdo após uma queda da própria altura. Segundo o ortopedista Dr. Marcus Teixeira, responsável pelas cirurgias, a paciente foi submetida a um procedimento utilizando a haste intramedular femoral proximal (PFN), considerada padrão ouro em OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) para esse tipo de lesão.
“Essa técnica proporciona maior estabilidade, já que a sustentação ocorre por dentro do osso, reduzindo complicações e garantindo uma fixação mais firme e menos dolorosa. Por ser minimamente invasiva, também permite a recuperação funcional precoce e o início rápido da fisioterapia”, explica o cirurgião.
Já o segundo procedimento foi realizado em um paciente de 19 anos, diagnosticado com fratura de escafóide direito, associada à instabilidade do punho. O jovem foi submetido a uma cirurgia com utilização do parafuso canulado de Herbert, considerado padrão ouro para esse tipo de lesão. O dispositivo é uma fixação óssea sem cabeça, com roscas de passos variáveis, projetado para compressão interfragmentária e embutimento total sob a cartilagem articular.
“O material oferece alta estabilidade, possibilita imobilização precoce, retorno mais rápido às atividades e reduz significativamente o risco de sequelas, além de também ser um procedimento minimamente invasivo”, conclui o ortopedista.
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