O estado do Piauí vem ganhando destaque nacional como um dos principais polos emergentes da mineração brasileira. Com reservas abundantes de ferro e níquel, o território atrai grandes empresas do setor, impulsionadas pela transição energética e pela crescente demanda global por metais estratégicos, especialmente para a indústria de baterias.
Além da riqueza mineral, o estado oferece vantagens competitivas como infraestrutura logística em expansão, localização estratégica próxima ao Porto de Luís Correia e políticas de incentivo ao investimento. O cenário favorece a exportação de minérios, a industrialização local e a geração de empregos qualificados.
Investimentos e estruturação
Sob a liderança da Vice-Presidência de Mineração da Investe Piauí, o estado vem estruturando um ambiente favorável à expansão do setor. A atuação inclui prospecção de investimentos, suporte técnico às empresas e articulação com órgãos públicos e privados. O objetivo é garantir segurança jurídica, sustentabilidade e eficiência operacional em todas as etapas — da pesquisa mineral à implantação industrial.
Empresas em destaque
Entre os empreendimentos que se destacam está a Lion Mining, sexta maior exportadora de minério de ferro do Brasil. A empresa opera em Piripiri com capacidade de extração de 2 milhões de toneladas anuais de minério de alto teor. O grupo possui mais de 90 direitos minerários em uma área superior a 110 mil hectares. A proximidade com o litoral — menos de 100 km do Porto — fortalece a competitividade logística da operação.


Outro projeto de relevância é o Piauí Níquel, localizado em Capitão Gervásio. Com investimento superior a US$ 1 bilhão, o empreendimento é um dos mais avançados do país na produção sustentável de níquel e cobalto, metais essenciais para a cadeia global de baterias. A previsão é de uma produção anual de 28 mil toneladas de níquel e 1 mil tonelada de cobalto, com geração de cerca de 3.500 empregos diretos e indiretos durante a fase de implantação.
Segundo Fernando Antonialli, vice-presidente de Mineração da Investe Piauí, a expectativa é que até 2027 a produção mineral no estado ultrapasse 3 milhões de toneladas por ano. “Nosso trabalho tem sido decisivo para transformar o potencial mineral do Piauí em novos negócios, impulsionar exportações e fortalecer a cadeia produtiva local”, afirmou.
Expansão e sustentabilidade
A Bemisa (Brasil Exploração Mineral S.A.), com sede em Paulistana, lidera o Projeto Planalto Piauí, que abriga uma reserva de mais de 1,2 bilhão de toneladas de minério de ferro. A produção estimada é de 15 milhões de toneladas anuais de pellet feed com 70% de teor de ferro, posicionando o estado como referência global em minérios de alta qualidade.
Já a SRN Mineração, em São Raimundo Nonato, desenvolve o Projeto Serrinha, com reserva estimada em 637 milhões de toneladas de minério de ferro. A produção inicial será de 2 milhões de toneladas por ano, com foco em práticas sustentáveis de exploração.
A Investe Piauí tem papel estratégico na articulação de parcerias e na criação de condições para a implantação e expansão desses empreendimentos. “Estamos estruturando um ambiente que combina competitividade, sustentabilidade e inovação. O Piauí tem reservas minerais estratégicas e cabe à Investe potencializar essas riquezas, assegurando que elas se convertam em empregos, renda e desenvolvimento para o estado”, concluiu Antonialli.
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