Nesta terça-feira, 2 de setembro, a Câmara Municipal de Piripiri recebeu a soldado Elza Nunes, do 12º BPM de Piripiri, coordenadora da Patrulha Maria da Penha no município, que realizou palestra sobre o Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização sobre a violência contra a mulher. O requerimento partiu da vereadora Beatrice Pimentel (PT), que destacou a importância de trazer o tema para o debate público e institucional.
Educação, proteção e conscientização
Durante sua fala, a soldado Elza ressaltou que homens são parte fundamental no processo de proteção às mulheres, e que essa responsabilidade deve ser compartilhada com as famílias e com a escola. Ela alertou para os números alarmantes de feminicídio no Brasil, e lamentou que "muitas mulheres ainda desconhecem a Lei Maria da Penha". “A maioria não sabe sequer do que trata a lei. É importante falarmos cada vez mais sobre isso. A violência causa sofrimento não só físico, mas psicológico”, afirmou.

Elza também lembrou que a violência doméstica e de gênero atinge todos os níveis sociais, e que as mulheres podem buscar ajuda por meio dos canais 180, 190, da Delegacia da Mulher ou pelo aplicativo Salve Maria.
Vozes que reforçam o compromisso
O presidente da Câmara, Euler Monteiro (PDT), saudou a palestrante. Ele destacou a importância da câmara discutir o assunto. "Quero agradecer a presença da soldada Elza Nunes. Gostaria de destacar a importância, visto os vários casos da violência contra a mulher e por isso mesmo a urgência em falar sobre isso", pontuou o presidente.

A vereadora Beatrice Pimentel reforçou a importância da presença da soldado Elza e da atuação da Patrulha Maria da Penha. Para ela, não há desculpas para a violência contra a mulher — tem que haver lei, proteção e educação.
Outros parlamentares também se manifestaram: Domingos Carvalho (Domingão) (PSD) parabenizou a explanação e destacou que ainda há medo de denunciar, mas que a educação é fundamental para um futuro melhor.
A vereador Emília Milena (PSD) afirmou que "nosso futuro tem jeito a partir do nosso presente”, e defendeu que o tema seja levado para dentro das escolas. “O poder da fala salva vidas”, disse.
O vereador William da Loto (PT) ressaltou a importância de educar principalmente os homens, para que compreendam o impacto da violência de gênero.
O vereador Luís Carlos (PT) defendeu que é preciso trabalhar com a juventude a ideia de que a violência doméstica é um mal que deve ser eliminado. “Não justifica agressão contra alguém com quem você convive. Isso traz consequências para a família da vítima e também do agressor”, declarou.
Neném Calçados (PT) enfatizou que o trabalho deve ser contínuo, e que incentivar a denúncia é essencial, pois “após a denúncia, o agressor pensa duas vezes antes de agredir”, pontuou.
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