O mecânico Antônio Cláudio Alves Ferreira, condenado a 17 anos de prisão pelos atos de vandalismo no 8 de janeiro, foi liberado do Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia (MG), após progressão para o regime semiaberto. Conhecido por destruir o relógio histórico de Dom João VI no Palácio do Planalto, ele foi beneficiado pela Justiça por bom comportamento e cumprimento de tempo mínimo de pena.
A decisão do juiz Lourenço Migliorini, da Vara de Execuções Penais de Uberlândia, autorizou a saída do detento sem uso de tornozeleira eletrônica, alegando indisponibilidade do equipamento. A Secretaria de Justiça de Minas Gerais, no entanto, contestou, afirmando haver mais de 4 mil tornozeleiras disponíveis no Estado.
Antônio Cláudio foi preso 16 dias após os ataques, graças ao uso de reconhecimento facial. Durante o processo, confessou o crime e foi descrito como militante radical. Ele agora cumprirá pena em prisão domiciliar, com regras rígidas, e tem 60 dias para comprovar residência fixa em Uberlândia e instalar a tornozeleira.
O condenado, que participou da tentativa de golpe contra a democracia, também foi sentenciado ao pagamento solidário de R$ 30 milhões por danos morais coletivos. O relógio destruído fazia parte do acervo do Palácio do Planalto e tinha valor histórico incalculável.
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