A cidade de Piripiri, no Piauí, vivenciou um momento marcante de inclusão e conscientização com a realização da 1ª Corrida da Luta Antimanicomial, promovida pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Saúde (SESAM). A atividade aconteceu na Avenida Raimundo Holanda e contou com a participação ativa dos usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II), em uma ação que uniu esporte, cidadania e saúde mental.
Com foco na valorização da liberdade e do cuidado humanizado em saúde mental, a corrida destacou o compromisso do município com a luta antimanicomial — movimento que defende o fim da lógica de internação compulsória e o fortalecimento de práticas terapêuticas comunitárias. A coordenadora do CAPS II, Letice Ribeiro, explicou a proposta. “Queremos mostrar que essas pessoas têm o direito de participar da vida social. O tratamento em liberdade é um direito. Somos parte da rede de apoio e cuidado que acolhe esses cidadãos com dignidade”, disse.

Durante o evento, o professor de educação física João Marcos também celebrou os impactos positivos da atividade física para o tratamento de transtornos mentais. “Hoje vimos alegria estampada no rosto dos nossos pacientes. O cuidado não se resume a medicamentos — o movimento, o esporte e o contato social são fundamentais nesse processo de recuperação”, destacou.
A Corrida da Luta Antimanicomial integra as ações do mês de maio, em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial (18 de maio), data que reforça o debate sobre o direito à liberdade e o respeito às pessoas em sofrimento psíquico. O evento simboliza uma importante virada de chave na forma como Piripiri trata a saúde mental: com empatia, respeito e inclusão.
O movimento antimanicomial tem ganhado força no Brasil por promover a desinstitucionalização e priorizar o cuidado em rede, com envolvimento da família, da comunidade e dos profissionais de saúde. A ação pioneira em Piripiri representa um passo concreto na construção de uma sociedade mais justa e acolhedora para todos.